Um add-in para Revit 2025 e 2026 que aplica o delta vertical às anotações dos cortes de elevatória e devolve um relatório clicável do que ainda precisa de conferência. A decisão de projeto continua sendo de vocês.
Os elementos de modelo acompanham porque têm associatividade paramétrica. As anotações do corte não, e o corte volta para a prancheta. Vocês relataram que um ajuste desses consome dias por corte, e a Fase 0 existe para medir isso com o cronômetro.
Não é falha de quem desenhou nem defeito do Revit. Anotação de corte é objeto 2D da vista, sem vínculo paramétrico com o nível. Ela fica onde estava porque foi projetada para ficar.
Depois de mover, alguém percorre a prancha procurando texto sobreposto, leader que perdeu o elemento e recobrimento fora do critério. É trabalho de atenção, feito quando a atenção já acabou.
O esforço cresce com o número de cortes e com o número de rodadas. O que muda de escala não é a dificuldade, é a repetição.
Você informa o delta e escolhe o conjunto e as vistas. O add-in aplica o deslocamento e roda uma varredura de verificação que devolve uma lista clicável, item a item.
Um valor em metros ou a diferença entre dois níveis. Comando explícito, sem rotina rodando em segundo plano no seu modelo.
Seleção por categoria de anotação e por região, vista a vista. A operação inteira volta em um único Ctrl+Z.
Sobreposição, leader que perdeu o elemento, recobrimento fora do critério e texto com cota digitada. Clicou, o Revit vai até lá.
A anotação do bloco de ancoragem não deve subir, porque o bloco não subiu. A do terreno natural também não. O valor da ferramenta não está em mover, está em saber o que mover e em listar o que sobrou.
Deslocamento vertical do conjunto que você selecionar, em uma vista, em várias, ou apenas dentro de uma região demarcada.
Mantém a ponta presa ao elemento durante o deslocamento, pelo recurso de alinhamento de anotações introduzido na API do Revit 2025.
Texto, linha de detalhe, anotação genérica, componente de detalhe, cota e keynote. Você marca quais entram no conjunto.
Um valor digitado à mão é movido, mas não muda sozinho. A ferramenta lista esses textos em vez de deixar passar.
A operação inteira volta em um Ctrl+Z, enquanto o arquivo não tiver sido salvo e sincronizado.
Ocultar o DWG importado em todas as vistas de uma vez entra junto, sem cobrança separada, porque é barato e vocês pediram.
Arraste o delta, troque o critério de recobrimento e compare os três comportamentos possíveis. Clique em qualquer linha do relatório para destacar o elemento no corte.
| Verificação | Resultado | Observação |
|---|
Com 0,65 m ele passa. Com 0,90 m, 1,00 m e 1,20 m não passa. Quem decide o número é o responsável técnico, não o programa. Por isso o mínimo entra como parâmetro configurável, e o critério usado fica registrado no relatório.
A varredura lista o que encontrou e leva até o elemento. Ela não reposiciona nada por conta própria, e o reposicionamento só acontece se você pedir, item a item.
Avaliada por caixa envolvente, par a par. É uma aproximação: pode acusar um par que na prancha está legível, e pode deixar passar encavalamento parcial de texto rotacionado. A tolerância é ajustável e o item aparece nomeado, para você julgar.
Verifica se a ponta ainda cai sobre a geometria que ela aponta, dentro da tolerância que vocês definirem. É a checagem que mais rende aqui, porque é exatamente o que quebra quando o modelo sobe e o texto fica.
Caso diferente: aqui o elemento anotado deixou de existir. Subir uma cota não apaga nada, então esta checagem raramente dispara neste fluxo. Ela entra porque é barata e pega erro de outra origem.
Compara a distância entre a cota do terreno e a geratriz superior do tubo com o mínimo adotado para o trecho, e devolve o apontamento com o critério usado escrito ao lado.
A NBR 9649 de 1986 trata de rede coletora e fala em 0,90 m para coletor assentado no leito da via e 0,65 m no passeio, admitindo valores menores desde que justificados. Normas de concessionária adotam outros números, como 1,00 m para tubulação plástica em instrução técnica da Saneago, e linha de recalque de elevatória é outra situação ainda. O valor de 1,20 m que apareceu na reunião entra pré-preenchido porque foi o que vocês citaram, e continua editável. Isto não é verificação normativa nem laudo: é uma varredura geométrica que aponta onde olhar.
Prefiro deixar isto escrito antes de falar de preço, para que o combinado seja o mesmo dos dois lados.
Vocês cogitaram Dynamo, e faz sentido: para explorar e para script pontual ele resolve muito bem. O que ele não sustenta com o mesmo conforto é a distribuição para várias máquinas ao longo de anos.
| Critério | Add-in .NET | pyRevit | Dynamo e Player | Macro no documento |
|---|---|---|---|---|
| Instalação na equipe | Assistente próprio, detecta as versões do Revit da máquina | Exige instalar a plataforma em cada estação | Exige Dynamo mais os pacotes na versão certa | Por documento e por usuário |
| Atualização | Um novo instalador, a mesma versão para toda a equipe | Pasta de rede ou linha de comando | Redistribuir o grafo e reconferir caminhos | Manual, arquivo a arquivo |
| Desfazer | Um único Ctrl+Z para a operação inteira | Bom, com limitações | Sem transação agrupada, o desfazer volta em pedaços | Limitado |
| Estabilidade entre versões | Um projeto gera 2025 e 2026 | Depende da plataforma acompanhar o Revit | A migração de IronPython 2 para CPython 3 no ciclo 2025 quebrou scripts em produção | Recompilar a cada versão |
| Interface para o projetista | Faixa de opções do Revit, com janela própria | Faixa de opções do pyRevit | Player, com mensagens difíceis de interpretar | Fraca |
A lógica de deslocamento e de verificação fica num núcleo independente da interface do Revit. Isso torna o teste automatizado possível e permite acionar as mesmas rotinas por outros meios no futuro, sem reescrever nada.
A API permite reagir automaticamente a mudanças no modelo, mas isso é pesado e mexe no arquivo sem que ninguém tenha pedido. O comando explícito é a escolha segura para produção, e é o que proponho para a Fase 1.
As mais próximas são o Align, do BIM42, o TagFit, da DiRoots, e os pacotes de nós do pyRevit, Rhythm e Clockwork. Elas alinham, distribuem, desembaraçam e criam tags, e são boas no que fazem. Nenhuma aplica um delta de nível a anotações já existentes e depois confere o resultado. Se vocês conhecerem alguma que faça, vale testar antes de contratar qualquer coisa aqui.
Eu já mantenho um add-in de Revit em produção, com instalador e janela de relatório. Isso não resolve o problema de vocês, mas resolve tudo o que vem em volta dele.
Add-in de Revit em produção, com as versões 2025 e 2026 saindo de um único projeto, sem bibliotecas de terceiros carregadas dentro do Revit.
O esqueleto multi-versão já está montado e mantido, e não consome tempo do projeto.
Instalador com assistente em português, que detecta as versões do Revit da máquina e aparece em Adicionar ou Remover Programas.
A distribuição para as estações de vocês já entra pronta na Fase 1.
Janela de relatório em WPF com lista clicável, navegação item a item, isolamento, seleção, realce por cor, status editável e comparação entre execuções. Em produção desde a versão 1.1.0.
É exatamente a forma que o relatório de verificação precisa ter, e eu demonstro rodando em dez minutos.
Rotina de capturar delta, aplicar e validar com tolerância, mais de 170 testes automatizados nos núcleos existentes.
As armadilhas de deslocamento e tolerância já estão mapeadas, e a infraestrutura de teste já existe.
Empacotamento, instalação e janela de relatório vêm da base existente. Nenhum desses testes cobre anotações, porque essa lógica ainda não existe: mover o conjunto certo e conferir o resultado é o que vai ser escrito nas fases 0 e 1, e é exatamente onde o esforço deve estar.
Cada fase é contratada separadamente, e o critério de aceite está escrito antes de começar, para que ninguém precise discutir depois se funcionou.
Um comando que aplica o delta às anotações da vista ativa, rodando num corte real de elevatória, com o cronômetro ligado.
Todas as vistas de corte e planta, seleção por categoria e por região, tratamento da ponta do leader, camada de verificação, relatório clicável e instalador para as máquinas da equipe.
Gravar no arquivo a relação entre a anotação e o elemento que ela anota, para que o delta seguinte seja reaplicado sozinho, e migrar as anotações de maior retrabalho para objetos que acompanham o modelo nativamente.
Avaliar a detecção automática da mudança de cota e expor as mesmas rotinas por outros meios, aproveitando o núcleo separado da interface.
Prefiro deixar combinado agora do que descobrir junto depois.
Revit 2025 ou 2026. O recurso da API que mantém a ponta do leader ancorada durante o deslocamento foi introduzido no Revit 2025.
Um modelo real de elevatória e ao menos um corte representativo para a Fase 0, podendo ser anonimizado. Com material real, a medição vale.
Uma hora acompanhando o pente fino do Uitalo. É o que transforma a lista de verificações no método de vocês, e não numa suposição minha.
O critério de recobrimento por trecho ou por projeto. Esse número é de quem assina, e a ferramenta o recebe como parâmetro.
Verifiquei que a classe existe nos binários do Revit 2025 e do 2026. Confirmar a forma exata de chamada é a primeira tarefa da Fase 0, e já existe caminho alternativo definido, movendo a anotação e reposicionando a ponta e o cotovelo do leader.
Acompanho a primeira instalação em cada máquina e publico o código de verificação do arquivo, para que a equipe de vocês confira o que está instalando.
Na Fase 1 o texto é movido e listado para conferência. Convertê-lo em valor associativo é assunto da Fase 2 e depende de uma decisão de vocês sobre o padrão de anotação.
Elemento emprestado por outro usuário é listado nominalmente no relatório, em vez de a operação falhar em silêncio.
Em vistas com muitas anotações o processamento é fatiado, para o Revit continuar respondendo e a operação poder ser cancelada. Tudo volta em um único Ctrl+Z, até salvar e sincronizar.
Cada fase tem valor próprio e é contratada separadamente, porque escopo aberto vira orçamento defensivo, e orçamento defensivo é caro para os dois lados.
Arquiteto e Urbanista, Coordenador BIM e desenvolvedor de automações para Revit, Navisworks e Civil 3D. Mantém add-ins em produção com instalador próprio e trabalha com projetos de saneamento, incluindo rotinas de rede coletora de esgoto em Civil 3D.
Responsável pela gestão do processo e pela interlocução com a Chernicharo & Bressani, garantindo que cada fase avance no ritmo e nas prioridades do escritório e que o combinado de cada entrega seja cumprido.
Com um corte na tela e o pente fino sendo feito ao vivo, a lista de verificações deixa de ser suposição e passa a ser o método de vocês.
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